A pintura de
batistérios é uma tradição no meio cristão protestante. Porém,
o costume de colorir as paredes desse local específico é bem mais
remota. Remete ao período anterior à ruptura reformista. Para ser
mais exato, ao tempo dos primeiros séculos da era cristã. A origem
do termo remete ao latim “baptisterium”, referência para o
tanque batismal. Com o tempo passou a designar também o
prédio onde ficava o tanque. No início do Cristianismo, o batistério
era uma construção independente da igreja. A ligação entre os
prédios era feita por um sistema de colunata conhecido como
“peristilo”. Sendo uma particularidade das grandes catedrais. O
mais conhecidos batistérios ficam na Itália: os dois de Ravenna, o
de Milão, o de Pisa e tantos outros. Isso sem contar as catacumbas,
onde são encontrados os mais antigas representações do batismo de
Jesus. Segundo a tradição antiga, uma pintura de João Batista
batizando Jesus deveria ornar o local. Esculturas e relevos, com
aqueles encontrados no portal do batistério de Florença e em Pisa,
respectivamente, também representam o tema. Com o tempo e a divisão
reformadora na Igreja, a questão da imagem gerou polêmica. Os
protestantes passaram a não utilizar a figura humana no interior de
seus templos. Foi quando as paisagens ganharam espaço.
COELHO, M.A. Introdução. In: Pré-projeto para a exposição de desenhos
referentes ao tema iconográfico do Batismo de Jesus, apresentada à disciplina de Projeto Artístico do curso de Belas Artes da UFRRJ, ministrada pela profª Luciana
Dilascio Neves. Seropédica: 2009.
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