Roy Lichtenstein
TrêsDiscursos
segunda-feira, 13 de junho de 2016
quarta-feira, 11 de março de 2015
COMUNICADO
"Cristo" (2013). Madonnaro. Marcelo Amaral Coelho. Verona (Itália)
Informamos que as postagens por aqui estarão momentaneamente interrompidas. As pesquisas realizadas nos levaram por outros caminhos. Dessa maneira, o objeto de estudo foi mudado. Atualmente pesquisamos sobre o Madonnaro. Trata-se de uma técnica de pintura italiana surgida no século XVI, em Veneza. Os artistas madonnari pintam diretamente no chão utilizando giz. Quer saber mais? Então acesse: http://artesobrepavimento.blogspot.com.br/. Te espero lá!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
ÁGUA NAS CATACUMBAS
Sobre a importância simbólica da água na iconografia paleocristã, Francia (1) escreveu: "Se, além disso, se tem presente a importância
que tem na liturgia arcaica a teologia da “água viva”, seja
interpretada ritualmente como a água batismal, seja no sentido
bíblico como imagem de Deus mesmo, fonte de vida, não é difícil
atribuir ao ichtis também um simbolismo batismal, enquanto o
ichtis significa o cristão renascido para a nova vida pela
efusão da água escatológica que brota de Jerusalém." (p. 123) Não é difícil, observando as obras do período, encontrar referências imagéticas aos acontecimentos relacionados à água. Sendo assim, estão ali representados, dentre outros, o momento que Moisés faz escorrer água da rocha. Também pode ser visto o tema do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Desse rapporto brota um discurso de quebra de preconceitos que inunda o íntimo daquela mulher. Diz C.P Hia (2): "Jesus saiu de Seu caminho habitual para apresentar a água que dá vida a uma mulher perdida. Ele deliberadamente escolheu ir a uma cidade em Samaria, um lugar onde nenhum rabino respeitável poria os pés. Lá, Ele contou a essa mulher sobre a "água viva". Aquele que beber dela, disse Ele, "... nunca mais terá sede...". Ela "... será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna (João 4.14)." Embora os artistas do período fossem imbuídos de uma atividade decorativa dos locais de culto, em tais imagens figuravam a essência metafórica do discurso verbal dos primeiros cristãos.
1- FRANCIA, Ennio. Storia
dell'Arte Paleocristiana. Milano: Aldo Martello Editore
2- HIA, C.P. Água para o mundo. Disponível em: http://ministeriosrbc.org/. Consultado em: 21/07/2014, às 09h08.
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domingo, 25 de maio de 2014
A ÚNICA OBRA DE DONATELLO EM VENEZA
"No campo dos Frari, a Escola dos Milaneses, construída presumivelmente em fins do Quatrocentos, recolhia sob a proteção de Santo Ambrogio, São Carlo Borromeo e São João Batista os não poucos Lombardos residentes em Veneza. Não distante, organizada em torno de 1430, era a Escola dos Florentinos, lugar de reunião dos habitantes daquela cidade, na qual existia a única obra veneziana de Donatello, a escultura em madeira_ pintada_ de São João Batista. (...)."
CALABI, Donatella. Il Rinascimento. Società ed economia_ Il lavoro. La richezza. Le coesistenze: gli stranieri e la città. In: http://www.treccani.it/enciclopedia/il-rinascimento-societa-ed-economia-il-lavoro-la-ricchezza-le-coesistenze-gli-stranieri-e-la-citta_(Storia_di_Venezia)/. Consultado em 25/05/2014, às 22h41.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
DOCUMENTO FIGURATIVO CRISTÃO
DE MARIA, Lorenza. Battesimo. In: BISCONTI,
Fabrizio. Temi di Iconografia Paleocristiana. Città
del Vaticano: 2000, Roma.*
A
história da iconografia batesimal deve começar com o mais antigo
documento figurativo cristão, ou seja, aqueles das criptas de
Lucina, no complexo romano de S. Callisto, onde aparece a primeira
representação do batismo de Cristo (Wp, tav. 29,1= Nr
p.103, n. 1). A cena sai fora de todo cânone que virá fixado, dalí
a pouco, para o esquema do episódio neotestamentário e não traduz
em figura o momento solene da ação do batismo, mas aquele
imediatamente sucessivo, quando, simultaneamente à descida da pomba
do Espírito Santo, João Batista ajuda Cristo a sair das águas do
Jordão. Logo depois, a cena se codifica propondo unicamente a
imagem de Cristo Jovem, por vezes, menino, nú e imerso na água,
com os braços 'largados' ao longo do corpo, quase para dar
a ideia da imobilidade, da inércia, ante
à potência hipnótica do battezzante. O precursor se põe
diante de Cristo, variadamente
vestido (com túnica e o pallio1
à túnica exígua ou esomide) e coloca solenemente a mão
sobre a cabeça do battezzato. Nenhum outro elemento valida
estas imagens, se não fosse pela pomba e as águas que querem
indicar o Jordão e antes são mesmo estes dois elementos a desfazer
a dúvida a cerca da identificação da cena, para não confundí-la
com o batismo de um simples neofita (FAUSONE, 1982). O traço
marcante destas cenas_ daquelas dos cubículos dos
sacramentos em Callisto (Wp 27,3=Nr p. 106, n. 22; Wp
39,2= Nr p. 106, n. 21) àquelas do sarcófago de S. Maria
Antiqua (Ws 7-8= R 747,1)-, está extamente no gesto
solene e místico do impositio manuum que, na arte cristã se
propõe a um significado polivalente, articulado e absolutamente
caracterizado por opostos significados. O gesto oscila entre as
ideias de reconciliação, cura, ordenação e confirmação (DE
BRUYNE 1943). No âmbito do rito batesimal, o gesto do impositio
pode significar vários
momentos da dinâmica e da práxis religiosa oriental e ocidental:
da simples aspersão à unção e à imposição do sinal da cruz
sobre a testa. Em qualquer
caso a iconografia propõe algumas variantes, como quando, na volta
de um cubículo do cemitério dos SS. Pietro e Marcellino (Nr
p. 152, n. 17), o battezzato leva as mãos em gesto de
oração, talvez para significar o momento da renúncia à pompa
diaboli, que se efetuava se virando a Ocidente, a região das
trevas, ou talvez para exprimir a confissão de fé, que se
manifestava com as mãos estendidas, se virando em direção ao
Oriente. Com o transcorrer dos séculos, a iconografia do batismo de
Cristo se enriquece de personagens, com a introdução de anjos e da
personificação do Jordão, também a cena do batismo dos neófitas
se articula e se povoa de outras figuras (DASSMANN 1973; SCORTECCI
1985-6; DE MARIA 1992). Neste sentido, é emblemática a incisão
figurada que decora uma epígrafe marmórea em Aquileia, com a
representação de uma jovenzinha cujo um ministro impõe
as mãos sobre sua cabeça: ao evento que se desenrola em um
ambiente ameno, participa um personagem com
auréola identificado com Cristo (CUSCITO 1969-70). Nesse
contratempo e até aos séculos do medieval as cenas de batismo se
repetem segundo um esquema canônico, que prevê o Cristo nas águas
do Jordão, enquanto vem banhado
levemente com água por João Batista. Nestes termos a cena
aparece nos dois batistérios ravennati e, desde aquele
momento, em muitos edifícios batesimais por todas as terras do
tardoantigo.
* Tradução livre
1-
a.
nella
roma antica, telo rettangolare di stoffa, generalmente bianca, che
si portava avvolto intorno al corpo al di sopra della tunica;
analogo indumento indossato nella grecia antica (Na Roma antiga,
pedaço retangular de tecido, geralmente branco, que se portava
enrolado em torno do corpo por sobre uma túnica; análogo
vestimenta trajada na Grécia antuga; b.(lit.)
lunga stola di lana bianca con due strisce frangiate pendenti, che
viene portata sopra gli altri paramenti durante le funzioni solenni
dal papa, dai patriarchi e dagli arcivescovi (longa estola de lã
branca com duas pontas em franjas pendentes, que vem disposta sobre
outras vestimentas durante as funções solenes do papa, dos
patriarcas e dos arcebispos. (http://dizionarioitaliano.it.
18/05/2014, às 15:40)
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João Batista,
Rio Jordão
Local:
Itaguaí - RJ, Brasil
terça-feira, 6 de maio de 2014
LEITURA DO MOMENTO
Atualmente trabalho na leitura deste livro.
(FRANCIA,
Ennio. Storia dell'Arte Paleocristiana. Aldo Martello
Editore: Milano.)
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